Inktober 2016 (terceira semana)

Olá!

Hoje volto para mostrar os resultados da terceira semana do Inktober (quer ver a primeira e a segunda? Clica aqui e aqui).

Participar do Inktober está me gerando uma série de emoções, ele já está se encaminhando para o final e ainda não sei se vou me sentir aliviada ou com saudades. Fazer um desenho por dia tem suas vantagens, pois estamos sempre treinando e nos forçando a produzir mesmo nos dias que estamos “travados”; o lado ruim é que não tenho conseguido fazer desenhos muito elaborados… a maioria dos desenhos que tenho feito são, na verdade, rascunhos.

Em todo caso, vou fazer um balanço melhor na próxima postagem, que será a última sobre esse Inktober. Por ora, esses são os resultados da terceira semana:

scan0039.jpg

scan0040.jpg

scan0042.jpg

Esse é uma releitura de Trigal com corvos, de Vincent Van Gogh. Usei caneta Posca dourada no trigal, mas não ficou tão legal quanto eu achei que ficaria. A caneta azul também começou a falhar no céu… e, no geral, não gostei do resultado. Some-se a isso o fato de eu ser apaixonada por esse quadro e, apesar de saber que é só um rascunho no meu caderninho, fiquei bem desapontada com esse desenho.

scan0043.jpg

Desse, pelo contrário, gostei bastante. A ideia inicial era fazer o fundo todo azul, mas a caneta azul, que já estava falhando no desenho anterior, não ia melhorar nesse rs.

scan0044.jpg

scan0045.jpg

A ideia original para esse desenho era pintar todos semicírculos, como os primeiros, mas se eu fizesse isso, perderia o prazo do dia… então, mais um desenho que teve de se adaptar à necessidade XD

scan0046.jpg

Todos os desenhos dessa semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8, Faber-Castell Grip Finepen 0,4 e Uni Posca com ponta pincel.

 

Logo mais trarei os desenhos da última semana e o encerramento do Inktober. Se quiser acompanhar o desafio em tempo real, eu posto os resultados todos os dias no Twitter do Vinho Tinta (segue lá ;D).

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

 

 

Inktober 2016 (segunda semana)

Olá!

Hoje venho trazer mais resultados do Inktober 2016 (se você perdeu a primeira postagem, clica aqui). Estou feliz por estar conseguindo cumprir a meta de fazer um desenho por dia, embora nem sempre eu consiga fazer um desenho mais bem acabado, pois a frequência das postagens e o ritmo de alguns dias não permitem.  Mesmo assim, sigo firme no desafio 🙂

Estou morrendo de saudade de pintar com lápis de cor, mas, como os desenhos precisam ser com tinta, eu acabo deixando o lápis de cor para a próxima oportunidade… Talvez em novembro eu faça uma série de desenhos com lápis de cor, só para matar a vontade! Mas, por enquanto, voltemos ao Inktober.

É tão legal ver esses desafios coletivos dando certo, pois você vê várias pessoas se empenhando em um projeto e cada um dos seus “rolês” pela web rende um monte de ideias e inspirações. É como se todo mundo estivesse trabalhando junto, contribuindo como pode para criar algo interessante, e estou orgulhosa por estar conseguindo contribuir com a minha cota 🙂

Estes são os meus desenhos da segunda semana do Inktober:

scan0033.jpg

scan0034.jpg

(Esse foi o primeiro desenho que fiz nas duas páginas do meu caderninho, um rascunho inspirado no poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens)

scan0035

(Quem segue o Twitter do Vinho Tinta sabe que esse desenho foi feito dentro do ônibus em movimento. A experiência é interessante, quem nunca tentou devia tentar um dia ;D)

scan0032 - Copia.jpg

(Esse é uma releitura de uma pintura que gosto muito: O sono da razão produz monstros, de Francisco Goya)

scan0036.jpg

(Por alguma razão, esse foi o desenho que recebeu mais curtidas no Twitter do Vinho Tinta até agora. Vai ver as pessoas gostam de polvinhos multicoloridos rs.)

scan0037.jpg

scan0038.jpg

Os desenhos dessa segunda semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8 e Faber-Castell Grip Finepen 0,4. O único desenho que não foi feito com canetas e nem no meu caderninho é a releitura da pintura do Goya, que foi feita em uma folha avulsa de papel Canson Montval, 300g/m², em tamanho A5, com nanquim Talens.

Por enquanto é isso! Em breve trago os desenhos da terceira semana.

Para quem quiser acompanhar meu Inktober em tempo real, é só seguir o Vinho Tinta no Twitter! E não se esqueça de comentar 😉

 

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

Inktober 2016 (primeira semana)

Olá!

Se você costuma acompanhar redes sociais de ilustradores já deve ter notado que estamos em época de Inktober! Caso você esteja perdido, clica aqui para ver a explicação rápida e certeira da Kris. Além de explicar do que se trata, ela ainda traduziu para o português a lista oficial dos desafios (é tão bom saber que existe gente no Brasil que ainda se lembra de que aqui se fala português).

Apesar de o desafio ser originalmente dedicado ao nanquim, pelo que tenho observado, há uma abertura para outras tintas, o que é muito bom, pois me permite continuar treinando aquarela sem fugir do tema.

Decidi fazer os desenhos despretensiosamente, sem seguir a lista original, desenhando o que “dá na telha” naquele dia. É a primeira vez que participo do Inktober e estou me esforçando para fazer um desenho por dia, independente de como esse dia seja. Em alguns dias dá para caprichar um pouquinho mais, mas, nos dias mais corridos, mal dá para fazer uma rascunho rápido…  Acho que isso faz parte do desafio, né? 🙂

No final de cada semana vou fazer um resumão dos desenhos para você aqui no blog, mas se não tiver paciência para esperar, pode seguir o Vinho Tinta no Twitter, onde posto os resultados dia a dia 😉

E aqui estão os desenhos dessa primeira semana:Café - caneta nanquim staedtler.jpg

mulher com flores - color plus preto, guache Talens e posca.jpg

(Imagem de referência tirada dessa postagem: Moda da savana)

Forca - caneta nanquim staedtler.jpg

índia - nanquim staedtler, triplus fine line staedtler.jpg

Taj Mahal - Nanquim Talens, color plus amarelo.jpg

(Imagem de referência)

mulher dançando - caneta nanquim staedtler e bic..jpg

boca com maçã - caneta stabilo.jpg

mulher alvo caneta bic.jpg

A maior parte dos desenhos estão sendo feitos no meu caderno de rascunhos, que tem tamanho A6, mas alguns estão sendo feitos em folhas avulsas de papel Canson colorido 180g/m², que eu cortei em tamanho A5.

 

Por enquanto é isso o que tenho, mas na semana que vem eu voltarei com mais desenhos 😉

 

Bom Inktober para todos nós!

 

 

Até mais,

 

 

Nani

Sketchbook 1: Posso ver seu caderno?

Olá!

Conforme o pessoal que segue o Twitter do Vinho Tinta já sabia (se você ainda não segue, aproveita a deixa ;D), junto com julho, acabou também meu primeiro caderno de rascunhos!

Na verdade, esse não é primeiro sketchbook que eu tive, mas é primeiro decente. É o primeiro que me preocupei em procurar um tamanho que me agradasse (A5) , com capa dura, com uma folha boa (Canson 90g/m²)… e que me empenhei em utilizá-lo sempre. Farei uma postagem com um apanhado de outros caderninhos que vieram antes desse para você notar como esse é mais “cuidadinho”.

Alguns dos desenhos desse caderno você já conhece, pois andei postando por aqui ou lá no Twitter, mas aqui vai ele na íntegra:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nem todos os desenhos estão finalizados e nem todos são desenhos maravilhosos. Alguns são apenas testes e outros eu cheguei a fazer dentro do ônibus… porque caderno de rascunhos é isso mesmo. Se você ficar com medo de desenhar porque acha que não sabe fazer aquilo, ou que não vai ficar bom, é só se lembrar que aquele caderno é de RASCUNHOS e não de obras-primas que ficarão expostas no Louvre para-todo-sempre-amém.

Uma coisa que talvez trave um pouco as pessoas (pelo menos travava essa pessoa que vos escreve) é que quando os outros (Ah! O inferno são mesmo os outros!) começam a ver você andar com um caderno e a rabiscar aqui e ali… eles inevitavelmente pedem para ver. Não sei se acontece com todo mundo, mas eu me sentia na obrigação de fazer só desenhos lindos no meu caderno, pois as pessoas iam pedir para vê-lo, e eu não podia mostrar um monte de coisas tortas, mal coloridas… ou pior, que demonstrassem falta de criatividade! Afinal, na cabeça das pessoas, todo mundo que desenha é um artista, e artistas são poços inesgotáveis de criatividade!

Essa ideia de que precisamos criar uma obra de arte histórica por dia não faz bem. Fiquei anos sem desenhar por causa disso. Eu achava que se não fosse para ser um Van Gogh, então não valia a pena começar o desenho. Eu tinha vergonha das minhas pinturas, vergonha dos meus desenhos… porque eu não achava que eram bons.

Esse bloqueio de anos foi superado com a ajuda do meu namorado, que me falou uma verdade tão verdadeira que nunca mais esqueci e sempre me lembro quando essas ideias bestas começam a me vir à mente: “Você pode até não ser o Van Gogh, mas se não desenhar… nunca vai ser mesmo“.

É claro! Se queremos ser bons em algo, precisamos fazer, refazer, fazer de novo… até ficar bom o bastante! Estudar, treinar… colocar-se desafios… fazer coisas difíceis e que não sabemos ainda… senão  não aprenderemos!

Depois que me convenci disso, comecei a lidar melhor com o “posso ver seu caderno?”, mas também não foi da noite para o dia. Por um tempo eu ainda me sentia travada quando pegava o caderno, imaginando o que as pessoas iam pensar se vissem aquele desenho tão sem graça que eu tinha pensado em fazer. Cheguei até a tirar algumas folhas desse caderno das fotos aí em cima, simplesmente porque ficaram tortos, ou porque eu não achava que eram dignos de serem mostrados.

Mas acabei me dando conta de que eu estava voltando à mesma paranoia que havia me bloqueado por seis anos… e decidi que dessa vez ia ser diferente. Comecei a pensar: o caderno é meu e é de rascunhos, então eu vou fazer rascunhos nele! Eu posso tentar desenhos de observação que não vão dar certo, posso fazer desenhos de memória que vão ficar bem ruins, posso desenhar vinte vezes a mesma coisa, posso fazer tudo torto, posso pintar de cores que não combinam… posso jogar ele não chão e dançar lambada em cima, porque ele é meu! Os desenhos aqui não serão comercializados, então não tenho compromisso com nenhum cliente, apenas comigo mesma.

“Mas está uma porcaria este aqui, vou arrancar essa folha e fazer outro”. Caí nesse pensamento algumas vezes, mas hoje eu digo com toda a segurança: não tire as folhas do seu caderno de rascunhos. Realmente, quando parei de tirar as folhas do meu, vi como é interessante acompanhar a nossa evolução. Se você notar, nesse caderno das fotos acima, tem desenho sem finalizar, desenho torto, desenho que deu errado… mas eu garanto que é muito interessante olhar para esse caderno agora, terminado, e lembrar desses desenhos ruins. Se você arrancar as folhas, vai se esquecer dos desenhos ruins, mas se deixá-los lá, vai sempre topar com eles quando estiver folhando seu caderno, vai se lembrar dos erros que cometeu e não vai cometer de novo.

E ainda existe o outro lado. Normalmente quem trabalha com desenho tende a se comparar com outros que admira e ficar se achando um lixo humano, mas existem também aqueles que acham que são mitos na sua arte e ninguém é bom como eles. Para esses últimos, é bom ter alguns desenhos feios por perto, para lembrá-los de que eles também erram.

“Mas as pessoas vão ver esse desenho!”.

Só se você deixar. O caderno é seu, é uma ferramenta de estudo, não um portfólio. Se você não se sente confortável para mostrar seus desenhos para alguém: não mostre. Diga educadamente que se sente constrangido, pois são apenas rascunhos, ou pense em outra coisa para dizer, mas não mostre se não quiser mostrar. Algumas pessoas vão entender, outras vão insistir… mas você precisa se lembrar de que não está cometendo um crime. Você não é obrigado a fazer o que te deixa desconfortável.

Outra saída, um pouco menos radical socialmente, é você simplesmente dizer: sim. É a que adotei, mas exige um trabalho de desapego com o próprio ego, ou você vai acabar se travando na hora de desenhar. Esclareça que é um caderno de rascunhos, esteja seguro de suas qualidades, ciente de suas limitações e deixe que a pessoa tire as conclusões que quiser. Se ela ficar desapontada com seu caderno, é um problema dela, que criou expectativas baseadas em sabe-se lá o que. Você não é culpado se a pessoa esperava por uma Monalisa em cada página e você só pôde oferecer uns poucos esboços tortos.

Seu caderno de desenhos é algo muito pessoal, e é uma decisão sua compartilhá-lo ou não com os outros. Ninguém é obrigado é mostrá-lo, mas se decidir mostrar, lembre-se de que você é avaliado (numa situação de trabalho, por exemplo) por seu portfólio, não por seus rascunhos.  Não tenha medo de rabiscar e nem vergonha dos seus rabiscos, eles são parte de um processo de aprendizagem e de construção de repertório. Talvez as pessoas não entendam isso, mas o que importa é que você entenda, para poder manter uma boa relação com seu amigo de sempre, o sketchbook.

 

Você usa sketchbook? Como é sua relação com ele? Conta pra gente nos comentários!

Um abraço e até mais,

 

Nani

 

 

Lista de desafios (desafio 10): nada em carvão

Hoje trago o resultado de mais um desafio da minha lista (você pode ler mais sobre esse projeto aqui). Conforme tinha anunciado lá no Twitter do Vinho Tinta, o desafio sorteado foi desenhar o nada em carvão.

Para variar, quebrei bastante a cabeça, mas minha primeira ideia foi fazer um olhar vazio. Mudei de ideia e decidi fazer alguém se olhando no espelho e depois eu pensaria em como fazer esse espelho, talvez sem reflexo. Voltei para a ideia original e decidi fazer um olhar vazado, sem olhos. O resultado foi o seguinte:

desafio 5  - nada - carvão.jpg

Os olhos vazados são uma coisa que acho muito interessante e pretendo explorar mais em meus desenhos, assim como rostos sem face. Acho isso extremamente assustador. Penso que deve ter a ver com essa ideia de que os olhos são a janela da alma, então alguém sem olhos ou não teria alma ou teria algo a esconder… seria uma pessoa misteriosa e de um mistério que não inspira boas coisas. Também quis dar um efeito “infinito” nesse desenho, como se a personagem estivessem caindo em algo sem fim, para o desenho ganhar um ar “transcendente”, por isso essas linhas no fundo.

Esse desenho eu fiz no meu caderno da Canson. Ele tem tamanho A5 e folhas de 90g/m² (ele ainda vai ganhar uma postagem na tag de materiais). Ao invés de usar aqueles bastõezinhos de carvão, utilizei apenas um lápis carvão da Koh-I-Noor Hardtmuth, pois eu queria um desenho rápido (que parecesse mesmo um rascunho) e com o contraste bem forte entre o preto e branco (sem muitas nuances de cinza). Meus bastões de carvão são bem pretos, mas o lápis é mais, daí a escolha.

Finalizei com um verniz fixador fosco da Acrilex. Tenho meus problemas com verniz (prometo que falo melhor sobre isso em uma postagem também), mas nesse caso não teve jeito. Como manter um desenho feito em carvão em um caderno que fica comigo para lá e para cá sem manchar? Os desenhos em grafite já mancham muito (contra cada fibra do meu ser, começo a considerar passar verniz neles também)… com desenhos em carvão não tem conversa: terminou o desenho, antes de respirar perto deles, é preciso envernizar.

Como referência para esse desafio, utilizei essa foto:

um olhar do paraíso.jpg

É a cena de um filme chamado Um olhar do paraíso. Na verdade, não assisti a esse filme (Quem já assistiu? Recomenda?), apenas vi essa imagem enquanto vagava pela internet e achei que serviria perfeitamente aos meus propósitos. Acabei aproveitando até a textura do chão para fazer aquele efeito de queda no infinito, que de início eu ia fazer com uma espiral, mas achei essas formas retas mais interessantes.

Por enquanto é só isso 😉

Assim que sortear mais um desafio, eu aviso la no Twitter do Vinho Tinta (aproveita pra seguir ;)).

 

Até mais,

 

 

Nani

 

Lista de desafios (desafio 9): mulher nua em sanguínea

 

Olá!

Mais um desafio terminado! Dessa vez eu precisava desenhar uma mulher nua em sanguínea. Para quem está chegando agora, expliquei como funcionam esses desafios aqui.

Fazia uns dias que eu estava com O nascimento de Vênus, de Botticelli, colado na minha prancheta, esperando uma oportunidade. Quando saiu esse desafio, de início pensei em desenhar apenas a Vênus, depois resolvi fazer o quadro todo, depois resolvi fazer o quadro todo, mas com a Vênus em outra posição… depois mudei completamente de ideia e decidi desenhar uma cena cotidiana.

Simples? Nem um pouco.

Eu queria usar como referência uma foto de alguma mulher que não estivesse agindo estranho porque estava pelada. Pensei em algo mais natural, como aquela foto da Simone de Beauvoir se vestindo no banheiro. Na verdade, pensei em desenhar exatamente essa foto, mas também desisti, pois queria uma anônima qualquer posando e uma foto menos conhecida. Nesse ponto eu já tinha bem claro na minha mente o que eu queria, só não estava conseguindo encontrar a foto certa para me servir como referência.

O problema é que eu queria uma foto espontânea, de uma mulher normal, que não fosse modelo e que não estivesse fazendo nenhuma pose forçada. Aqueles ensaios sensuais estavam fora de cogitação, eu não queria ninguém fazendo “carão”. Eu queria alguém com cara de cansada, de triste, de feliz, de medo… alguma expressão autêntica. Aqueles ensaios mais conceituais, apesar de serem lindos, também não me serviam.

Procurei por muitos dias até que finalmente encontrei o The Nu Project! Finalmente alguém estava falando a minha língua! Nesse projeto, pessoas comuns são fotografadas em seus próprios ambientes, fazendo coisas normais: dando risada, cozinhando, conversando, mexendo no computador… Não tem ninguém agindo estranho porque está nu, não tem nenhum corpo muito diferente dos nossos, a beleza vem da naturalidade e graça vem da identificação com as pessoas fotografadas. Veja o site e vai entender do que estou falando.

A partir daí, o problema foi escolher a foto, pois, dessa vez, muitas serviam ao meu propósito. Acabei escolhendo a foto de uma mulher tomando vinho e sorrindo, em homenagem ao Vinho Tinta (=D). Esse foi o resultado:

mulher nua com taça de vinho - sanguínea.jpg

Sanguínea é uma espécie de giz marrom-avermelhado que dá esse tom lindo e esse jeito de rascunho profissional. Nesse caso, usei o lápis pastel seco Gioconda, da Koh-I-Noor Hardtmuth, cor Red Chalk. Esse desenho fiz no meu caderno de rascunhos mesmo, ele é da Canson, com folhas de 90g/m² em tamanho A5. Uma parte do desenho está com a cor menos vibrante, menos avermelhada. No desenho original não está assim, a cor está bem uniforme. Mas acho que sei o que houve: meu esfuminho estava sujo de grafite e não limpei direito antes de esfumar o pastel, o que manchou o desenho. Consegui limpar o desenho original e a mancha ficou imperceptível, mas, quando digitalizei, o fundo do grafite deve ter aparecido. Como o caderno é espiral, algumas partes do desenho também não tocaram o vidro do scanner… acho que isso contribuiu para que uma parte ficasse fora de foco… e como minha habilidade com o Photoshop não me permitem correções desse tipo… acho que da próxima vez devo fotografar ao invés de scanear desenhos desse caderno.

Tenho algumas dúvidas quanto a umas partes do desenho, mas de maneira geral, gostei de fazê-lo e gostei do resultado final. Penso que transmite a naturalidade que eu estava buscando, o resto são detalhes.

Agora é só sortear o próximo desafio! Assim que eu fizer o sorteio, aviso lá no Twitter do Vinho Tinta. Aproveita pra seguir 😉

 

Até mais,

 

 

Nani