Inktober 2016 (terceira semana)

Olá!

Hoje volto para mostrar os resultados da terceira semana do Inktober (quer ver a primeira e a segunda? Clica aqui e aqui).

Participar do Inktober está me gerando uma série de emoções, ele já está se encaminhando para o final e ainda não sei se vou me sentir aliviada ou com saudades. Fazer um desenho por dia tem suas vantagens, pois estamos sempre treinando e nos forçando a produzir mesmo nos dias que estamos “travados”; o lado ruim é que não tenho conseguido fazer desenhos muito elaborados… a maioria dos desenhos que tenho feito são, na verdade, rascunhos.

Em todo caso, vou fazer um balanço melhor na próxima postagem, que será a última sobre esse Inktober. Por ora, esses são os resultados da terceira semana:

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Esse é uma releitura de Trigal com corvos, de Vincent Van Gogh. Usei caneta Posca dourada no trigal, mas não ficou tão legal quanto eu achei que ficaria. A caneta azul também começou a falhar no céu… e, no geral, não gostei do resultado. Some-se a isso o fato de eu ser apaixonada por esse quadro e, apesar de saber que é só um rascunho no meu caderninho, fiquei bem desapontada com esse desenho.

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Desse, pelo contrário, gostei bastante. A ideia inicial era fazer o fundo todo azul, mas a caneta azul, que já estava falhando no desenho anterior, não ia melhorar nesse rs.

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A ideia original para esse desenho era pintar todos semicírculos, como os primeiros, mas se eu fizesse isso, perderia o prazo do dia… então, mais um desenho que teve de se adaptar à necessidade XD

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Todos os desenhos dessa semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8, Faber-Castell Grip Finepen 0,4 e Uni Posca com ponta pincel.

 

Logo mais trarei os desenhos da última semana e o encerramento do Inktober. Se quiser acompanhar o desafio em tempo real, eu posto os resultados todos os dias no Twitter do Vinho Tinta (segue lá ;D).

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

 

 

Inktober 2016 (segunda semana)

Olá!

Hoje venho trazer mais resultados do Inktober 2016 (se você perdeu a primeira postagem, clica aqui). Estou feliz por estar conseguindo cumprir a meta de fazer um desenho por dia, embora nem sempre eu consiga fazer um desenho mais bem acabado, pois a frequência das postagens e o ritmo de alguns dias não permitem.  Mesmo assim, sigo firme no desafio 🙂

Estou morrendo de saudade de pintar com lápis de cor, mas, como os desenhos precisam ser com tinta, eu acabo deixando o lápis de cor para a próxima oportunidade… Talvez em novembro eu faça uma série de desenhos com lápis de cor, só para matar a vontade! Mas, por enquanto, voltemos ao Inktober.

É tão legal ver esses desafios coletivos dando certo, pois você vê várias pessoas se empenhando em um projeto e cada um dos seus “rolês” pela web rende um monte de ideias e inspirações. É como se todo mundo estivesse trabalhando junto, contribuindo como pode para criar algo interessante, e estou orgulhosa por estar conseguindo contribuir com a minha cota 🙂

Estes são os meus desenhos da segunda semana do Inktober:

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(Esse foi o primeiro desenho que fiz nas duas páginas do meu caderninho, um rascunho inspirado no poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens)

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(Quem segue o Twitter do Vinho Tinta sabe que esse desenho foi feito dentro do ônibus em movimento. A experiência é interessante, quem nunca tentou devia tentar um dia ;D)

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(Esse é uma releitura de uma pintura que gosto muito: O sono da razão produz monstros, de Francisco Goya)

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(Por alguma razão, esse foi o desenho que recebeu mais curtidas no Twitter do Vinho Tinta até agora. Vai ver as pessoas gostam de polvinhos multicoloridos rs.)

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Os desenhos dessa segunda semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8 e Faber-Castell Grip Finepen 0,4. O único desenho que não foi feito com canetas e nem no meu caderninho é a releitura da pintura do Goya, que foi feita em uma folha avulsa de papel Canson Montval, 300g/m², em tamanho A5, com nanquim Talens.

Por enquanto é isso! Em breve trago os desenhos da terceira semana.

Para quem quiser acompanhar meu Inktober em tempo real, é só seguir o Vinho Tinta no Twitter! E não se esqueça de comentar 😉

 

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

Lista de desafios (desafio 10): nada em carvão

Hoje trago o resultado de mais um desafio da minha lista (você pode ler mais sobre esse projeto aqui). Conforme tinha anunciado lá no Twitter do Vinho Tinta, o desafio sorteado foi desenhar o nada em carvão.

Para variar, quebrei bastante a cabeça, mas minha primeira ideia foi fazer um olhar vazio. Mudei de ideia e decidi fazer alguém se olhando no espelho e depois eu pensaria em como fazer esse espelho, talvez sem reflexo. Voltei para a ideia original e decidi fazer um olhar vazado, sem olhos. O resultado foi o seguinte:

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Os olhos vazados são uma coisa que acho muito interessante e pretendo explorar mais em meus desenhos, assim como rostos sem face. Acho isso extremamente assustador. Penso que deve ter a ver com essa ideia de que os olhos são a janela da alma, então alguém sem olhos ou não teria alma ou teria algo a esconder… seria uma pessoa misteriosa e de um mistério que não inspira boas coisas. Também quis dar um efeito “infinito” nesse desenho, como se a personagem estivessem caindo em algo sem fim, para o desenho ganhar um ar “transcendente”, por isso essas linhas no fundo.

Esse desenho eu fiz no meu caderno da Canson. Ele tem tamanho A5 e folhas de 90g/m² (ele ainda vai ganhar uma postagem na tag de materiais). Ao invés de usar aqueles bastõezinhos de carvão, utilizei apenas um lápis carvão da Koh-I-Noor Hardtmuth, pois eu queria um desenho rápido (que parecesse mesmo um rascunho) e com o contraste bem forte entre o preto e branco (sem muitas nuances de cinza). Meus bastões de carvão são bem pretos, mas o lápis é mais, daí a escolha.

Finalizei com um verniz fixador fosco da Acrilex. Tenho meus problemas com verniz (prometo que falo melhor sobre isso em uma postagem também), mas nesse caso não teve jeito. Como manter um desenho feito em carvão em um caderno que fica comigo para lá e para cá sem manchar? Os desenhos em grafite já mancham muito (contra cada fibra do meu ser, começo a considerar passar verniz neles também)… com desenhos em carvão não tem conversa: terminou o desenho, antes de respirar perto deles, é preciso envernizar.

Como referência para esse desafio, utilizei essa foto:

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É a cena de um filme chamado Um olhar do paraíso. Na verdade, não assisti a esse filme (Quem já assistiu? Recomenda?), apenas vi essa imagem enquanto vagava pela internet e achei que serviria perfeitamente aos meus propósitos. Acabei aproveitando até a textura do chão para fazer aquele efeito de queda no infinito, que de início eu ia fazer com uma espiral, mas achei essas formas retas mais interessantes.

Por enquanto é só isso 😉

Assim que sortear mais um desafio, eu aviso la no Twitter do Vinho Tinta (aproveita pra seguir ;)).

 

Até mais,

 

 

Nani