Inktober 2016 (segunda semana)

Olá!

Hoje venho trazer mais resultados do Inktober 2016 (se você perdeu a primeira postagem, clica aqui). Estou feliz por estar conseguindo cumprir a meta de fazer um desenho por dia, embora nem sempre eu consiga fazer um desenho mais bem acabado, pois a frequência das postagens e o ritmo de alguns dias não permitem.  Mesmo assim, sigo firme no desafio 🙂

Estou morrendo de saudade de pintar com lápis de cor, mas, como os desenhos precisam ser com tinta, eu acabo deixando o lápis de cor para a próxima oportunidade… Talvez em novembro eu faça uma série de desenhos com lápis de cor, só para matar a vontade! Mas, por enquanto, voltemos ao Inktober.

É tão legal ver esses desafios coletivos dando certo, pois você vê várias pessoas se empenhando em um projeto e cada um dos seus “rolês” pela web rende um monte de ideias e inspirações. É como se todo mundo estivesse trabalhando junto, contribuindo como pode para criar algo interessante, e estou orgulhosa por estar conseguindo contribuir com a minha cota 🙂

Estes são os meus desenhos da segunda semana do Inktober:

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(Esse foi o primeiro desenho que fiz nas duas páginas do meu caderninho, um rascunho inspirado no poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens)

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(Quem segue o Twitter do Vinho Tinta sabe que esse desenho foi feito dentro do ônibus em movimento. A experiência é interessante, quem nunca tentou devia tentar um dia ;D)

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(Esse é uma releitura de uma pintura que gosto muito: O sono da razão produz monstros, de Francisco Goya)

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(Por alguma razão, esse foi o desenho que recebeu mais curtidas no Twitter do Vinho Tinta até agora. Vai ver as pessoas gostam de polvinhos multicoloridos rs.)

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Os desenhos dessa segunda semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8 e Faber-Castell Grip Finepen 0,4. O único desenho que não foi feito com canetas e nem no meu caderninho é a releitura da pintura do Goya, que foi feita em uma folha avulsa de papel Canson Montval, 300g/m², em tamanho A5, com nanquim Talens.

Por enquanto é isso! Em breve trago os desenhos da terceira semana.

Para quem quiser acompanhar meu Inktober em tempo real, é só seguir o Vinho Tinta no Twitter! E não se esqueça de comentar 😉

 

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

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Autorretrato: Projeto Setembro

Olá!

Hoje é dia 27 de setembro: dia do meu aniversário!

Mas, ao contrário do que se espera para esse dia, não venho aqui fazer um balanço da minha vida. Talvez faça um em breve, mas, por enquanto, quero apenas apresentar um novo projeto. Quem segue o Vinho Tinta no Twitter (segue lá ;D) já desconfia do que se trata: é o Projeto Setembro.

Decidi que vou fazer um autorretrato por ano, todos em setembro, e postar aqui no blog. Na verdade é só isso. É bem simples, mas é um projeto de vida. Espero ter uns 50 retratos daqui a 50 anos… e aí penso no que fazer com eles. Por enquanto, penso apenas em me forçar a fazer esse exercício. Fazer autorretratos é muito desafiador para mim, relutei por muitos anos. Apenas nesse ano fiz o meu primeiro. Encarar a própria imagem não tão simples quanto parece e tenho fugido disso há muitos anos.

Esse projeto prescreve apenas que eu faça um autorretrato a cada setembro, mas me deixa livre quanto ao dia do mês para começar e quanto ao material a ser utilizado. Para esse ano, resolvi escolher um tamanho de papel que me deixa confortável (A4) e fazer o desenho “ao vivo” com aquarela. Simplesmente peguei um espelho, segurei com uma mão e com a outra fui direto nas tintas, à mão livre. Eu não estava usando maquiagem, não estava em um daqueles dias em que a gente se acha bonita (não estava  mesmo)… não estava nem com o cabelo penteado. Eu quis que fosse assim: o mais orgânico possível.

Não sei como serão os próximos autorretratos, pois, como eu disse, esse projeto só exige um até o fim do mês. Em todo caso, esse é o desse ano:

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Para esse desenho, usei papel Canson Montval 300g/m², aquarelas Koh-I-Noor e uns pinguinhos de guache branca Talens, no brilho dos olhos.

Gostei do resultado final. Parece que eu e aquarela estamos voltando a nos conversar. Mas, o mais importante é que esse desenho me forçou a ficar olhando para mim mesma por umas três horas. Três horas olhando para detalhes do próprio rosto, com a mente focada unicamente nisso… é um senhor exercício, e não só de desenho, isso eu garanto.

 

E aí? Mais alguém quer entrar nessa empreitada comigo? Autorretrato é algo problemático para mais alguém? Conta pra gente nos comentários 😉

 

 

Até mais,

 

 

 

Nani