Lista de desafios: desafios 7 e 8

Olá!

Conforme o prometido, hoje trago finalizado o desafio cuja prévia aparece aqui.

Na verdade, temos um bônus hoje! Eu iria postar apenas o último desafio que terminei, mas naquela lista de resultados (essa aqui) esqueci de mostrar um deles.

Então, na sequência, temos o sétimo desafio: uma paisagem marítima com pastel seco. Na época em que fiz essa eu estava meio sem ideias e sempre que me encontro assim procuro me refugiar nos clássicos. Por isso decidi tentar reproduzir um das pinturas que mais gosto,  Impressão, nascer do sol, de Monet. Apenas abri a imagem no meu computador e comecei a desenhar. Não me preocupei em desenhar primeiro e ir refinando depois. Eu quis fazer algo mais livre nesse dia. Para cumprir esse desafio, além do papel Canson 90g/m², utilizei os lápis pasteis da Koh-I-Noor HardtmuthGioconda” e esfuminho. Por alguma razão o scanner deixou o desenho com umas manchas feias. Ele está mais suave do que isso:

Desafio 1 - paisagem marítima em pastel (Lápis pastel La Gioconda).jpg

O oitavo desafio sorteado foi fazer uma danse macabre em estilo Barroco. Demorei bastante para conseguir fazer, mas consegui resolver esse quebra-cabeça preservando a essência da ideia da danse macabre (de que a morte iguala a todos) e me inspirei em uma pintura barroca de Jean-Baptiste Siméon Chardin para desenhar a cena doméstica de uma enfermeira preparando ovo cozido e pão para algum convalescente. Gostei da ideia de fazer essa enfermeira como uma caveira e mostrar que não apenas o doente, mas a enfermeira também, cedo ou tarde, iria morrer; isso coloca os dois no mesmo patamar e torna a enfermeira tão digna de pena quanto o doente. Dessa maneira, acredito que a ideia da danse macabre foi preservada, apesar de não haver aquela típica dança com caveiras de diferentes estratos sociais (o que não caberia em um estilo Barroco). Para esse desafio utilizei os lápis de cor escolares da Faber-Castell e o mesmo papel do desafio anterior. Esse foi o resultado:

Desafio 3 - danse macabre barroca (Lápis de cor Faber-Castell escolar).jpg

Ainda hoje vou sortear o próximo desafio e postar no Twitter do Vinho Tinta. Passa lá para ver e aproveita para seguir também, pois, além das prévias dos resultados parecerem por lá, a gente pode trocar ideias e sugestões para os próximos desafios 😉

 

Até mais,

 

 

Nani

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Lista de desafios: primeiros resultados

Olá!
Conforme prometido, hoje vou mostrar os desenhos que já fiz da minha lista de desafios que comecei no final do ano passado (falei sobre a lista aqui) e dizer também os materiais que utilizei em cada um.

O primeiro desafio que sorteei foi fazer o infinito em pop-art. Como esse desafio não exigia um material específico, utilizei lápis de cor da Faber-Castell (da linha escolar mesmo) e uma caneta indelével preta, porque era o que eu tinha à mão para contornar naquele momento. Resultado:

Desafio 1 (infinito em pop-art) -lápis de cor.jpg

Para o segundo desafio eu precisava fazer um moinho em cores. Como mais uma uma vez o material não era especificado, fui de Faber-Castell escolar de novo. Tentei acrescentar mais um desafio por conta própria e fazer um lago, mas o resultado da água não ficou como eu queria. Em todo caso, desafio cumprido e resultado aqui:

Desafio 2 (moinho em cores) - lápis de cor.jpg

No terceiro desafio eu devia me desenhar sem utilizar linhas. O material neste também não era especificado, e como eu estava só esperando a oportunidade para utilizar uns bastões de carvão vegetal da Keramik que eu havia comprado havia pouco tempo, aproveitei. Fiz esse desenho utilizando apenas carvão e esfuminho (que eu, aliás, não sei a marca). Precisei passar um verniz em spray (usei um fosco da Corfix) depois, porque carvão é uma coisa que não para no papel de outro jeito. O resultado foi esse:

Desafio 3 (eu desenhando sem linhas) - carvão.jpg

No quarto desafio eu precisava desenhar algo abstrato em estilo clássico. Esse “algo” não estava especificado, então escolhi a loucura, pois é com isso que trabalho atualmente minha pós-graduação e achei que seria interessante tentar desenhar. O material também não estava especificado, então usei os lápis Faber-Castell escolares de novo. De início eu queria fazer algo mais desesperador, mas depois decidi privilegiar a faceta mais poética, mais onírica na loucura. Pensei em personificar a loucura em uma mulher subindo em uma árvore para alcançar a lua e não posso negar uma influência de Ismália nessa ideia. Sinceramente esse é o desenho que mais gostei até agora de todos os desafios. Pretendo redesenhá-lo em algum momento e utilizar alguns outros materiais. Nada contra os lápis escolares da Faber, que sempre me acompanharam, mas se vocês notarem, as cores não são as mais vivas do mundo e a mistura entre elas também não é a mais perfeita. Também quero caprichar mais em alguns detalhes. Em todo caso, esse é meu queridinho:

Desafio 4 - algo abstrato (a loucura) em estilo clássico.jpg

O quinto desafio foi fazer uma cadeia de montanhas em nanquim. Usei o nanquim da Talens, que é simplesmente maravilhoso, mas fiz uma coisa muito errada. De início eu ia fazer apenas hachuras, mas no meio do caminho resolvi trabalhar também com aguadas de nanquim. O problema é que eu não estava utilizando um papel com gramatura condizente (usei um Canson 90g/m²). O papel enrugou todo e as manchas ficaram feias, porque o papel não absorvia como deveria… somando a isso minha imperícia com aguadas de nanquim (foi a minha primeira vez), o resultado não tinha como ser bom:

Desafio 5 (cadeia de montanhas com nanquim).jpg

O último desenho que finalizei dos desafios foi um retrato cubista do filósofo francês Jean-Paul Sartre. Lembro que quando meu namorado estava fazendo a lista eu comentei que seria muito engraçado se eu sorteasse o Sartre no estilo cubista (destino, esse piadista). Todos os outros desenhos foram feitos em tamanho A4, mas esse eu fiz em A3, porque eu tinha comprado um bloco da Canson de 180g/m² e estava doida para usar também. Aproveitei que a gramatura era boa e utilizei aquarela (em pastilha da Koh-I-Noor).  Como meu scanner é A4, tive que tirar foto desse desenho com meu celular, então peço desculpas pela menor qualidade.

Desafio Sartre cubista - aquarela.jpg

Por enquanto foram esses os desenhos que fiz. Alguns eu gostei bastante, outros nem tanto, mas eu já sabia que isso aconteceria. O mais importante é desenhar todos os dias, mesmo que não tenha nenhuma boa ideia, para não correr o risco de ficar enferrujado e estar preparado para quando as boas ideias aparecerem.

Como essa postagem já está bem grande, vou encerrar por aqui, prometendo postar os resultados dos próximos desafios e reforçando o convite para que todos façam o mesmo 😉

 

Um abraço e até breve!

 

Nani

Lista de desafios

Olá!
Quem quer ver seus desenhos melhorarem, precisa praticar bastante. Isso não é segredo, mas o complicado é manter uma rotina de desenho entre bloqueios criativos e obrigações do dia-a-dia. É realmente complicado, mas faz um tempinho que tenho tentado encontrar caminhos para praticar sempre.
Ainda quero escrever a respeito do maior bloqueio criativo que já tive e que me levou a um hiato de seis anos (SIM! SEIS ANOS!) sem desenhar. O medo de que isso possa voltar a acontecer me motiva a não parar de desenhar novamente, mas só o trauma não é o bastante. Pensando assim, para me manter ativa, criei uma lista de desafios que tem me ajudado bastante. Os desafios não devem ser um peso, mas também devem ser ignorados (senão não cumprem seu papel de motivadores).
Funciona da seguinte maneira. Em uma folha de papel, pedi para meu namorado escrever coisas a serem desenhadas, o que ele quisesse, mesmo que doida ou sem noção. Ele escreveu várias coisas, concretas (como um farol, um retrato meu…), abstratas (a loucura, a angústia…) e outras não sei nem se coloco no campo das concretas ou das abstratas (como a sexta sinfonia do Beethoven). Recortei tudo isso, dobrei e coloquei em um saquinho (para sortear). Depois pedi para ele escrever materiais, técnicas ou estilos em outra folha (como nanquim, aquarela, surrealismo…). Recortei essa folha também, dobrei e coloquei em outro saquinho. A brincadeira é tirar um papelzinho de cada saquinho (um desenho e uma técnica) e desenhar o que foi sorteado (não vale dizer que não dá, que aquele desenho não funciona com aquela técnica ou que quer sortear outra coisa) no menor tempo possível (eu faço uma estimativa a depender da técnica, pois algumas, como pontilhismo, são mais demoradas).
Eu pedi para meu namorado escrever as listas porque ele estava de bom humor, então aproveitei para terceirizar essa parte. Pensei que dessa maneira eu não teria controle algum sobre as propostas do desafio, o que o tornaria ainda maior. Mas nada impede que você mesmo faça suas listas, e quanto mais estranha melhor! A ideia é realmente tentar desenhar algo que você não pensaria se não tivesse uma mãozinha do acaso. Os resultados provavelmente serão ótimos, mas ainda que não forem, o mais importante está garantido: desenhar até mesmo naqueles dias perdidos.
Na próxima postagem eu vou colocar os desenhos dos desafios que já fiz e convido quem quiser a participar também, postando seus desafios de desenho e deixando o link nos comentários. Mas, por enquanto, só não dizer que não coloquei nenhuma foto nessa postagem, segue o desafio que está me ocupando nesta semana:
CAM00667.jpg
 Na próxima postagem eu explico tudo direitinho, mas, em linhas gerais, a ideia era criar uma danse macabre em estilo barroco.
Até mais!
Um abraço,
Nani