Inktober 2016 (terceira semana)

Olá!

Hoje volto para mostrar os resultados da terceira semana do Inktober (quer ver a primeira e a segunda? Clica aqui e aqui).

Participar do Inktober está me gerando uma série de emoções, ele já está se encaminhando para o final e ainda não sei se vou me sentir aliviada ou com saudades. Fazer um desenho por dia tem suas vantagens, pois estamos sempre treinando e nos forçando a produzir mesmo nos dias que estamos “travados”; o lado ruim é que não tenho conseguido fazer desenhos muito elaborados… a maioria dos desenhos que tenho feito são, na verdade, rascunhos.

Em todo caso, vou fazer um balanço melhor na próxima postagem, que será a última sobre esse Inktober. Por ora, esses são os resultados da terceira semana:

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Esse é uma releitura de Trigal com corvos, de Vincent Van Gogh. Usei caneta Posca dourada no trigal, mas não ficou tão legal quanto eu achei que ficaria. A caneta azul também começou a falhar no céu… e, no geral, não gostei do resultado. Some-se a isso o fato de eu ser apaixonada por esse quadro e, apesar de saber que é só um rascunho no meu caderninho, fiquei bem desapontada com esse desenho.

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Desse, pelo contrário, gostei bastante. A ideia inicial era fazer o fundo todo azul, mas a caneta azul, que já estava falhando no desenho anterior, não ia melhorar nesse rs.

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A ideia original para esse desenho era pintar todos semicírculos, como os primeiros, mas se eu fizesse isso, perderia o prazo do dia… então, mais um desenho que teve de se adaptar à necessidade XD

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Todos os desenhos dessa semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8, Faber-Castell Grip Finepen 0,4 e Uni Posca com ponta pincel.

 

Logo mais trarei os desenhos da última semana e o encerramento do Inktober. Se quiser acompanhar o desafio em tempo real, eu posto os resultados todos os dias no Twitter do Vinho Tinta (segue lá ;D).

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

 

 

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Inktober 2016 (segunda semana)

Olá!

Hoje venho trazer mais resultados do Inktober 2016 (se você perdeu a primeira postagem, clica aqui). Estou feliz por estar conseguindo cumprir a meta de fazer um desenho por dia, embora nem sempre eu consiga fazer um desenho mais bem acabado, pois a frequência das postagens e o ritmo de alguns dias não permitem.  Mesmo assim, sigo firme no desafio 🙂

Estou morrendo de saudade de pintar com lápis de cor, mas, como os desenhos precisam ser com tinta, eu acabo deixando o lápis de cor para a próxima oportunidade… Talvez em novembro eu faça uma série de desenhos com lápis de cor, só para matar a vontade! Mas, por enquanto, voltemos ao Inktober.

É tão legal ver esses desafios coletivos dando certo, pois você vê várias pessoas se empenhando em um projeto e cada um dos seus “rolês” pela web rende um monte de ideias e inspirações. É como se todo mundo estivesse trabalhando junto, contribuindo como pode para criar algo interessante, e estou orgulhosa por estar conseguindo contribuir com a minha cota 🙂

Estes são os meus desenhos da segunda semana do Inktober:

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(Esse foi o primeiro desenho que fiz nas duas páginas do meu caderninho, um rascunho inspirado no poema Ismália, de Alphonsus de Guimaraens)

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(Quem segue o Twitter do Vinho Tinta sabe que esse desenho foi feito dentro do ônibus em movimento. A experiência é interessante, quem nunca tentou devia tentar um dia ;D)

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(Esse é uma releitura de uma pintura que gosto muito: O sono da razão produz monstros, de Francisco Goya)

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(Por alguma razão, esse foi o desenho que recebeu mais curtidas no Twitter do Vinho Tinta até agora. Vai ver as pessoas gostam de polvinhos multicoloridos rs.)

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Os desenhos dessa segunda semana foram feitos no meu caderno de rascunhos (de folhas de papel Canson 90g/m² em tamanho A6) com canetas Stabilo point 88, Stabilo Pen 68, Staedtler Triplus Fineliner, Staedtler Pigment Line 0.8 e Faber-Castell Grip Finepen 0,4. O único desenho que não foi feito com canetas e nem no meu caderninho é a releitura da pintura do Goya, que foi feita em uma folha avulsa de papel Canson Montval, 300g/m², em tamanho A5, com nanquim Talens.

Por enquanto é isso! Em breve trago os desenhos da terceira semana.

Para quem quiser acompanhar meu Inktober em tempo real, é só seguir o Vinho Tinta no Twitter! E não se esqueça de comentar 😉

 

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

Inktober 2016 (primeira semana)

Olá!

Se você costuma acompanhar redes sociais de ilustradores já deve ter notado que estamos em época de Inktober! Caso você esteja perdido, clica aqui para ver a explicação rápida e certeira da Kris. Além de explicar do que se trata, ela ainda traduziu para o português a lista oficial dos desafios (é tão bom saber que existe gente no Brasil que ainda se lembra de que aqui se fala português).

Apesar de o desafio ser originalmente dedicado ao nanquim, pelo que tenho observado, há uma abertura para outras tintas, o que é muito bom, pois me permite continuar treinando aquarela sem fugir do tema.

Decidi fazer os desenhos despretensiosamente, sem seguir a lista original, desenhando o que “dá na telha” naquele dia. É a primeira vez que participo do Inktober e estou me esforçando para fazer um desenho por dia, independente de como esse dia seja. Em alguns dias dá para caprichar um pouquinho mais, mas, nos dias mais corridos, mal dá para fazer uma rascunho rápido…  Acho que isso faz parte do desafio, né? 🙂

No final de cada semana vou fazer um resumão dos desenhos para você aqui no blog, mas se não tiver paciência para esperar, pode seguir o Vinho Tinta no Twitter, onde posto os resultados dia a dia 😉

E aqui estão os desenhos dessa primeira semana:Café - caneta nanquim staedtler.jpg

mulher com flores - color plus preto, guache Talens e posca.jpg

(Imagem de referência tirada dessa postagem: Moda da savana)

Forca - caneta nanquim staedtler.jpg

índia - nanquim staedtler, triplus fine line staedtler.jpg

Taj Mahal - Nanquim Talens, color plus amarelo.jpg

(Imagem de referência)

mulher dançando - caneta nanquim staedtler e bic..jpg

boca com maçã - caneta stabilo.jpg

mulher alvo caneta bic.jpg

A maior parte dos desenhos estão sendo feitos no meu caderno de rascunhos, que tem tamanho A6, mas alguns estão sendo feitos em folhas avulsas de papel Canson colorido 180g/m², que eu cortei em tamanho A5.

 

Por enquanto é isso o que tenho, mas na semana que vem eu voltarei com mais desenhos 😉

 

Bom Inktober para todos nós!

 

 

Até mais,

 

 

Nani

Autorretrato: Projeto Setembro

Olá!

Hoje é dia 27 de setembro: dia do meu aniversário!

Mas, ao contrário do que se espera para esse dia, não venho aqui fazer um balanço da minha vida. Talvez faça um em breve, mas, por enquanto, quero apenas apresentar um novo projeto. Quem segue o Vinho Tinta no Twitter (segue lá ;D) já desconfia do que se trata: é o Projeto Setembro.

Decidi que vou fazer um autorretrato por ano, todos em setembro, e postar aqui no blog. Na verdade é só isso. É bem simples, mas é um projeto de vida. Espero ter uns 50 retratos daqui a 50 anos… e aí penso no que fazer com eles. Por enquanto, penso apenas em me forçar a fazer esse exercício. Fazer autorretratos é muito desafiador para mim, relutei por muitos anos. Apenas nesse ano fiz o meu primeiro. Encarar a própria imagem não tão simples quanto parece e tenho fugido disso há muitos anos.

Esse projeto prescreve apenas que eu faça um autorretrato a cada setembro, mas me deixa livre quanto ao dia do mês para começar e quanto ao material a ser utilizado. Para esse ano, resolvi escolher um tamanho de papel que me deixa confortável (A4) e fazer o desenho “ao vivo” com aquarela. Simplesmente peguei um espelho, segurei com uma mão e com a outra fui direto nas tintas, à mão livre. Eu não estava usando maquiagem, não estava em um daqueles dias em que a gente se acha bonita (não estava  mesmo)… não estava nem com o cabelo penteado. Eu quis que fosse assim: o mais orgânico possível.

Não sei como serão os próximos autorretratos, pois, como eu disse, esse projeto só exige um até o fim do mês. Em todo caso, esse é o desse ano:

projeto setembro 2016 - aquarela.jpg

Para esse desenho, usei papel Canson Montval 300g/m², aquarelas Koh-I-Noor e uns pinguinhos de guache branca Talens, no brilho dos olhos.

Gostei do resultado final. Parece que eu e aquarela estamos voltando a nos conversar. Mas, o mais importante é que esse desenho me forçou a ficar olhando para mim mesma por umas três horas. Três horas olhando para detalhes do próprio rosto, com a mente focada unicamente nisso… é um senhor exercício, e não só de desenho, isso eu garanto.

 

E aí? Mais alguém quer entrar nessa empreitada comigo? Autorretrato é algo problemático para mais alguém? Conta pra gente nos comentários 😉

 

 

Até mais,

 

 

 

Nani

Fim do Projeto Ilustra

Olá! Fim de mês era dia de Projeto Ilustra aqui no blog, mas, ao invés de um desenho, hoje eu tenho uma notícia triste… o projeto acabou 😦

Assim como aconteceu em junho, eu não conseguia encontrar o tema de agosto nas redes sociais das participantes; mas, dessa vez, a gata escaldada resolveu perguntar qual era o tema para a Ana Blue, criadora do projeto. Foi aí que ela disse que estava dando um tempo no projeto, porque o pessoal tinha desanimado.

Eu não participo do grupo original, entrei no projeto quando abriram para o público, mas eu já tinha notado o desânimo geral.  Nós primeiros meses, mesmo atrasando, o pessoal ainda postava seus desenhos, mas, com o passar do tempo, cada vez menos ilustradoras compartilhavam os resultados de seus desafios.

Eu entendo a dificuldade de se envolver com um projeto anual. Em janeiro a gente não sabe como estará em agosto… a maioria das garotas é freela e realmente precisa aproveitar as oportunidades de trabalho quando aparecem, o que implica, muitas vezes, em abandonar projetos pessoais. Ninguém está “traindo o movimento” por isso. Mas eu confesso que estava me empenhando para conseguir cumprir as metas, mesmo com as dificuldades que o cotidiano nos coloca, e fiquei chateada com o final dele.

Na verdade, tenho me decepcionado repetidas vezes com projetos que envolvem muitas pessoas, pois, nessas situações, não dependemos apenas do nosso tempo e empenho, mas do tempo e empenho das outras pessoas também, e às vezes elas não estão na mesma vibe que nós… e não é culpa delas. Antes eu me sentia pior quando um projeto coletivo acabava antes do que deveria porque as pessoas envolvidas o abandonavam, mas uma coisa que a gente aprende com os anos é a perceber como cada pessoa é diferente e entende o mundo de maneira diferente. Não podemos usar apenas a nossa régua para medir o mundo.

O momento de cada pessoa é algo muito particular e só a própria pessoa sabe qual é o momento que ela está vivendo… e alguns momentos afetam não apenas a questão do tempo disponível para se envolver com desafios extras, mas também sua própria produção criativa. Tem época que estamos simplesmente travados, não sai nada, ou sai uma coisa só… outras não… faz parte daquele momento. Não podemos exigir das pessoas mais do que elas podem oferecer naquele momento. Quando comecei a entender isso, fiquei menos chateada por estar me empenhando muito em algo e não reconhecer nas outras pessoas o mesmo ímpeto. Seja lá o que estivesse me motivando, não necessariamente estava motivando os outros, então eu não poderia esperar que se comportassem como eu estava me comportando, seria muito egoísmo de minha parte.

A Ana Blue disse que outra pessoa ia assumir o projeto e ele ia mudar um pouco, mas ainda não vi ninguém se manifestar a respeito, e hoje já era dia de postar resultados… então acho que acabou mesmo. É uma pena, mas acontece com frequência o bastante para sabermos que outros virão 🙂

Enquanto isso, o blog segue com meus desafios pessoais, informações e outros desenhos 🙂

Eu até pensei em já adiantar nessa postagem alguns projetos novos que estão pipocando na minha mente, mas prefiro fazer uma postagem só para isso. De qualquer maneira, pode esperar que em breve tem projeto novo no blog!

 

Você também ficou “órfão” de algum projeto? Conta pra gente nos comentários!

 

Um abraço e logo!

 

Nani

 

 

Projeto Ilustra (julho)

Chegamos a mais um final de mês, e como você sabe… é dia de mostrar o resultado do Projeto Ilustra! O tema desse mês era: receita ilustrada. Aproveitei o tema para tirar do papel uma ideia que eu estava para fazer há algum tempo.

Faz um bom tempo que eu vi uns quadrinhos com receitas de drinks para decorar a cozinha e achei uma ideia muito charmosa. Desde então decidi fazer algumas pinturas dessas para mim mesma, para usar como decoração.

Decidi que a primeira receita seria de caipirinha, porque é uma das poucas coisas que sei fazer e é uma bebida bonita, achei que daria um desenho bacana. Fiz o desenho em aquarela, pois ando querendo treinar o máximo possível dessa técnica. O resultado não me agradou muito… mas pelo menos a receita funciona 😉

receita de caipirinha - aquarela.jpg

Para esse desenho, usei papel Canson 224g/m² em tamanho A5, aquarelas em pastilhas Koh-I-Noor, caneta nanquim Staedtler (ponta 0,8) e caneta Posca dourada com ponta pincel.

Aquarela tem sido minha pedra no sapato. Tenho muito mais facilidade com técnicas secas. Eu nem dava muita importância para a aquarela há tempos atrás, pois eu achava um negócio aguado sem graça, sem força, sem vida. Mas depois percebi que, na verdade, eu que nunca tinha usado boas aquarelas. Com o material certo, percebi que a aquarela não é nada sem graça.

Agora estou obcecada por aquarela. Sim, porque agora que superei minha indiferença, preciso superar minha dificuldade. A vida toda trabalhei com grafite e lápis de cor, quando muito com tinta de tecido… e um pouco de tinta óleo; mas, via de regra, construí minhas bases sobre o material seco… e é com ele que me sinto confortável.

Mesmo materiais novos (como quando comecei a usar carvão e pastel) não me intimidam, desde que sejam secos. Mas com aquarela a conversa é bem outra. Quando comprei meu primeiro (e único, por enquanto) estojo de aquarela, eu não sabia nem por onde começar. Não sabia quais pinceis usar… como fazer as manchas… fiquei um bom tempo só estudando “teoricamente”, sem ousar pegar no estojo. Hoje já criei a coragem necessária para fazer meus testes e confesso que estava bastante empolgada com alguns desenhos que estava conseguindo fazer… as manchas estavam ficando bonitas… parecia que eu estava começando a pegar o jeito… mas minhas últimas pinturas não têm me agradado (isso inclui o Projeto Ilustra desse mês). Tenho percebido isso nas minhas últimas pinturas… e isso está me deixando frustrada. As manchas, em especial, têm me incomodado muito. Perceba que no fundo do desenho da caipirinha tem uns riscos de cor depositada. Isso aconteceu porque o papel enrugou muito enquanto eu pintava e formou uns bolsões de água colorida. Eu tentei dar um jeito… mas não funcionou. Isso tem acontecido em vários desenhos e estou começando a ficar chateada.  Acho que esse problema vou conseguir resolver comprando outro papel. O desenho abaixo, por exemplo, foi feito no ano passado (foi um dos primeiros que fiz), na época em que eu ainda tinha um medo infinito de pegar no estojo de aquarela. Apesar disso, ficou com as manchas muito mais bonitas. Thiago no cemitério - aquarela.jpg

A diferença entre esse desenho e o da caipirinha é que nesse eu usei papel Canson 300g/m², próprio para aquarela (da linha universitária mesmo), então ele não formou poças de tinta. Ando querendo testar aquele Montval, da Canson. Já li várias resenhas em que o pessoal fala muito bem dele.

Também pretendo comprar mais algumas cores de aquarela, pois acho que o estojo de 12 cores que tenho hoje pode até funcionar para quem já tem um tempo de estrada e entende mais os caprichos dessa técnica. Eu, que sou novinha nesse mundo ainda, sinto falta de alguns verdes e vermelhos mais naturais… mais alguns azuis e amarelos… uns marrons mais quentes e algo que se pareça com um rosa/salmão.

Penso que fora isso (além de continuar estudando e treinando, é claro) não posso fazer mais nada. Penso também que deve ser natural minha dificuldade com a aquarela, pois comecei a trilhar seus caminhos só no final do ano passado… enquanto grafite e lápis de cor me acompanham desde quando era criança. Acho que preciso parar de comparar as duas coisas… pois, a não ser que eu abandone completamente as técnicas secas (o que está fora de cogitação)… eu sempre terei mais tempo de grafite do que de aquarela.

Peço desculpas a quem veio aqui para ver uma receita de caipirinha e acabou recebendo uma boa dose de lamentações sobre o processo de aprendizado de uma nova técnica. Fato é que não fiquei contente com o resultado do Projeto Ilustra desse mês… mas a gente nem sempre acerta, né? E mês que vem tem mais um tema 😉

 

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

 

 

 

Projeto Ilustra (junho)

Mais um final de mês, mais um desenho para o Projeto Ilustra!

Neste mês eu demorei para descobrir qual era o tema… descobri só na reta final, o que fez esse desafio juntar com outros compromissos de fim de semestre. Cheguei a pensar que não fosse dar para entregar no dia, mas depois eu lembrei que esse projeto é um desafio, e desafios não recebem esse nome porque são fáceis. Faz parte do desafio driblar dificuldades “internas” (relacionadas ao próprio desenho, como desenhar um elemento que não te deixe tão confortável) e “externas” (como gerenciar seu tempo para conseguir cumprir o desafio). Além disso, o erro foi meu. Como eu não consegui encontrar o tema nas redes sociais do pessoal do Projeto, eu deveria ter perguntado.

Enfim… aos 45 do segundo tempo, eu descobri que o tema deste mês era vídeo-game. Confesso que não me animei de primeira. Faz muito tempo que não jogo. Já até tentei jogar com meu irmão, com uns amigos… acho divertido na hora, mas não é algo que eu fique esperando para fazer. Vivo bem sem. (Muita gente deve estar me achando horrível agora, mas eu juro que sou gente boa! rs)

Apesar de não ser grande entusiasta dos vídeo-games hoje, eles fizeram parte da minha infância e lembro com muito carinho de momentos que passei com meu irmão, meu primo e o Super Nintendo. Houve mais vídeo-games na minha vida, mas eu sempre me lembro de ir na casa do meu primo e jogar Super Mário World, Top Gear, Super Metroid (eu tinha muito medo desse jogo, devia ser a música sinistra), Aladdin, Street Fighter, Mortal Kombat (esses dois últimos minha mãe não gostava que meu irmão e eu jogássemos, porque ela achava muito violento), entre outros. Lembro de assoprar embaixo das fitas para elas funcionarem… de sentar no chão ou arrastar o sofá, porque o fio do controle não era comprido o bastante… de que alguém sempre tropeçava nesses fios e mandava tudo para o chão… de todos reunidos para jogar e poder jogar apenas dois por vez (no mundo pré-internet que gente com quase trinta anos consegue se lembrar), de ser a única menina da sala… da minha tia fazendo pipoca para todo mundo e depois mandando todo mundo voltar pra casa porque já era tarde…

Então, ao invés de desenhar algo baseado em algum jogo, decidi retratar essa nostalgia pelo Super-Nintendo nesse desafio. Eu ia fazer um desenho mais realista em grafite, mas isso faria eu perder o prazo do desafio, então sacrifiquei a ideia inicial e fiz uma versão mais “engraçadinha” totalmente em caneta Stabilo Point 88, no meu caderno de rascunhos, (que é feito em papel Canson 90g/m² no tamanho A5). O resultado foi esse aqui:

 

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No final, o tema que nem tinha me animado de início, fez com que eu recuperasse tantas memórias da minha infância! Fui dormir feliz no dia que fiz esse desenho 🙂

Até hoje eu acho que o Super Nintendo foi o melhor vídeo-game de todos os tempos.

Mas pensando bem… boa mesmo foi minha infância. Só posso agradecer a todos que fizeram parte dela 🙂

 

 

Você também tem um amor incondicional por algum vídeo-game? Conta nos comentários! Não deixe eu me perder sozinha nessa nostalgia toda 🙂

 

Até mais,

 

 

Nani

Lista de desafios (desafio 11): girafa rupestre e respeito ao material

Olá!

Hoje trago o resultado de mais um desafio daquela lista que você já conhece (caso esteja chegando agora no Vinho Tinta, pode entender melhor clicando aqui). Dessa vez o desenho sorteado foi uma girafa e o estilo foi o rupestre. Mais uma vez achei que o destino facilitou minha vida, pois o desenho e o estilo sorteados combinam.

Para tornar o exercício mais interessante, fiz uma pesquisa rápida de referências, olhei algumas figuras e tentei desenhar de memória, sem consultar nenhuma referência durante o desenho.

Já comentei que não gosto de efeito do lápis de cor aquarelável sem aquarelar, mas dessa vez resolvi usar a textura “pastosa” com pontinhos de cor que não se misturam a meu favor, para criar uma pedra interessante que serviria de “tela” para minha girafa.

O desenho foi feito no meu caderno de rascunhos, que tem folhas tamanho A5 de papel Canson 90g/m². Não utilizei lápis grafite para esboço nem borracha, foi tudo feito com os lápis de cor aquareláveis Mondeluz, da Koh-I-Noor (já falei deles aqui). O resultado foi esse:

girafa rupestre - lápis de cor Koh-i-noor.jpg

Sou apaixonada por esse tom de marrom avermelhado mais à esquerda, por isso usei na sombra da pedra e no desenho da girafa. Como eu já não estava usando referência (pelo menos não diretamente), também me permiti utilizar umas cores fortes e menos realistas, como esse amarelo que predomina no lado direito.

Você pode perceber, especialmente nas partes em que precisei sobrepor mais cores, como a textura dos lápis fica granulada. É desse efeito que não gosto. Mas como o acabamento desse desenho era mais rústico, achei que funcionou. É por isso que é tão importante não desistir de um material só porque teve uma experiência ruim. Às vezes a culpa não é do material, mas da nossa falta de conhecimento sobre ele. Às vezes esperamos um efeito, mas o material nos dá outro… e não devemos odiá-lo por isso, mas guardar essa experiência e aprender com ela. Não somos obrigados a gostar de todos os materiais, mas é importante conhecermos bem suas características; assim, saberemos como tirar o melhor de cada material em cada situação e ampliaremos nossas possibilidades 🙂

Esse foi o primeiro desenho que fiz com esses lápis sem aquarelar que gostei do resultado. No início eu queria que se comportassem como lápis de cor permanentes que viravam aquarela magicamente só quando eu molhasse. Eles não são assim, a mina deles é diferente da dos lápis permanentes e não adianta querer que se comportem como algo que não são. A questão é que isso não é ruim, não é um defeito dos lápis, é a característica deles. Se eu quiser degradês e sobreposições suaves, devo trocar de material, pois esse entrega uma textura granulada, que pode ser útil em outros momentos.

Eu já sabia da importância de conhecer e de respeitar cada material, mas esse desafio veio para me lembrar disso.

 

Um abraço e até mais 🙂

 

Nani

 

 

Projeto Ilustra (maio)

Olá! Último dia do mês é dia de mostrar o resultado do Projeto Ilustra!

O tema desse mês era: flores. Assim como o tema do mês passado, gostei muito da escolha deste mês.

Pensando a respeito do que desenhar, lembrei do livro A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, em especial do poema A flor e a náusea. Tenho meus problemas com alguns poetas, mas esse não é o caso do Drummond, dele eu gosto muito e recomendo para todos que não têm paciência para os jogos de palavras vazios que representam grande parte da poesia por aí.

Confesso que eu tinha escrito alguns parágrafos explicando meu desenho, o que eu pretendia com o traço, com as cores, com a composição em si… mas apaguei tudo e resolvi fazer diferente. Achei que aqueles parágrafos estavam delimitando a leitura do desenho e especialmente do poema. Por isso, deixo apenas o poema de Drummond e meu desenho abaixo para que cada um possa pensar e sentir por si mesmo e deixar nos comentários a sua leitura, seja do poema, do desenho ou dos dois. Quanto mais leituras, mais rica será a experiência!

A flor e a náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,

vou de branco pela rua cinzenta.

Melancolias, mercadorias espreitam-me.

Devo seguir até o enjoo?

Posso, sem armas, revoltar-me?

 

Olhos sujos no relógio da torre:

Não, o tempo não chegou de completa justiça.

O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre

fundem-se no mesmo impasse.

 

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.

Sob a pele das palavras há cifras e códigos.

O sol consola os doentes e não os renova.

As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

 

Vomitar esse tédio sobre a cidade.

Quarenta anos e nenhum problema

resolvido, sequer colocado.

Nenhuma carta escrita nem recebida.

Todos os homens voltam para casa.

Estão menos livres mas levam jornais

e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

 

Crimes da terra, como perdoá-los?

Tomei parte em muitos, outros escondi.

Alguns achei belos, foram publicados.

Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.

Os ferozes padeiros do mal.

Os ferozes leiteiros do mal.

 

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.

Ao menino de 1918 chamavam anarquista.

Porém meu ódio é o melhor de mim.

Com ele me salvo

e dou a poucos uma esperança mínima.

 

Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

garanto que uma flor nasceu.

 

Sua cor não se percebe.

Suas pétalas não se abrem.

Seu nome não está nos livros.

É feia. Mas é realmente uma flor.

 

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde

e lentamente passo a mão nessa forma insegura.

Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

 

a flor e a náusea - grafite 6B.jpg

E para quem ficou curioso quanto aos materiais, usei papel Canson 90g/m² em tamanho A5, lápis grafite 2B (da Faber-Castell) e 6B (da Koh-I-Noor) e os lápis de cor Prismacolor e Polychromos  (da Faber-Castell).

 

***

Fiz também outro desenho para o projeto nesse mês (já que o limite é de cinco), esse bem colorido e com mais flores.

Coração com Girassois - aquarela.jpg

Para esse eu usei papel Canson 300g/m² tamanho A4, aquarela em pastilhas e lápis aquareláveis Koh-I-Noor. Tudo feito, é claro, sob a supervisão da Aurora.

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Espero que tenha gostado e não esqueça de comentar 🙂

 

Já segue o Twitter do Vinho Tinta? Aproveita que já está por aqui para seguir 😉

 

Até mais,

Nani

 

Desenhe com qualquer coisa (Cheap Art Supply Challenge)

Existe um desafio correndo a internet que talvez você já tenha visto: o desafio do material artístico barato (ou Cheap Art Supply Challenge, já que esse desafio começou em territórios gringos). É um desafio bastante simples, basta você desenhar o que normalmente desenha, mas utilizando materiais baratos e fáceis de encontrar.

Decidi participar desse desafio, pois ele me dava oportunidade para escrever sobre um assunto que tenho vontade de tratar desde quando comecei esse blog: você não precisa de muito para desenhar.

Antes de começar, quero mostrar o desenho que fiz para o desafio e os materiais que utilizei: lápis grafite comum, uma caneta borracha comum, uma régua mais comum ainda e uns lápis de cor escolares que tenho aqui. Fiz o desenho no meu caderno de rascunhos, que tem folhas de papel Canson 90 g/m² em tamanho A5.CAM01052.jpg

A maioria dos lápis são da linha escolar da Faber-Castell, que podem ser encontrados em qualquer papelaria. Depois da minha resolução de investir em materiais de melhor qualidade, eu deixei de usar esses lápis, mas ainda os mantenho por perto, especialmente porque minhas gatas gostam de ficar pegando minhas coisas enquanto desenho. Eu gosto da companhia delas, mas não posso deixar elas estragarem meus materiais, então eu dou algum lápis que não uso mais para elas mordem enquanto eu uso outros. Olha o estado que elas deixam os lápis, veja se tem condições de eu deixar elas pegarem o que quiserem:

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Mas voltando à questão que importa aqui, eu vejo muitos vídeos, muitas resenhas de materiais, muitos tutoriais, leio bastante sobre esse tipo de assunto, especialmente quando pretendo comprar algo que ainda não conheço, e já vi tanta aberração! Uma vez vi um vídeo de uma menina que estava falando sobre lápis de cor e ela indicava os da Prismacolor. Até aí, tudo bem, até eu indico os da Prismacolor, eles têm as cores de lápis de cor mais lindas  que já vi, mas para causar falar que os da Prismacolor eram bons, ela pegou aqueles lápis comuns que encontramos na papelaria da esquina e quebrou! Falou que não prestavam para nada e quebrou os lápis! Qual a intenção desse ser além de causar  eu não sei. Achei um desrespeito muito grande.

Não vou dizer quem foi, porque é um canal grande e é possível que você tenha visto; além disso, acho que a garota só fez isso porque pensou que o vídeo ficaria mais divertido (sei lá o que passa na cabeça dessas pessoas) e ela chegou a fazer outros vídeos, depois, sobre materiais bons e baratos. Sem contar que esse foi um exemplo que me doeu, mas ela não é a única que tratou mal os materiais mais baratos e não merece levar sozinha toda a culpa.

O que importa e que me doeu foi a falta de respeito com o material. Eu também tenho um caldeirãozinho cheio de lápis escolares que não uso mais e que deixo minhas gatas morderem, mas se alguém me perguntar, vou dizer que é possível fazer coisas lindas com eles. Eu sou a favor da máxima de que desenhista que é desenhista, desenha até com o dedo.

Não estou dizendo que bons materiais não influenciam no resultado, pois influenciam muito, o que estou dizendo é que você não deve desistir de desenhar porque só tem um lápis grafite de qualidade duvidosa e uma borracha ainda mais suspeita. Detesto gente melindrosa, que para fazer uma coisa precisa de todo um aparato e uma conjunção astral perfeita. Arrume um jeito, não uma desculpa! Qualquer coisa que risque serve para desenhar! Até um graveto! Você pode desenhar na terra com ele e fazer algo maravilhoso. O que importa é seu empenho, seu talento e sua criatividade. Mas você não precisa acreditar em mim, digite Cheap Art Supply Challenge nas suas redes sociais e tire suas próprias conclusões.

É evidente que uma aquarela de qualidade inferior não vai te oferecer a transparência que você deseja (não adianta, não vai), os lápis de cor mais comuns não são feitos com os mesmos pigmentos que os profissionais, então não terão a mesma cor, os papeis de gramatura mais baixa também não oferecerão a mesma textura e, especialmente, nenhum desses materiais mais baratos vai te oferecer muita resistência ao tempo (eles normalmente amarelam ou desbotam com o passar dos anos e não há nada que você possa fazer). Mas você precisa desenhar apesar disso! Se sua intenção é se expressar artisticamente, a limitação dos materiais deve ser algo a ser contornado e não uma barreira intransponível. Precisamos aprender a entender e a respeitar cada material. Quando entendemos suas características, somos capazes de utilizá-las a nosso favor e evitar resultados desagradáveis.

Para quem está aprendendo a desenhar ou que desenha apenas por hobby, não vejo razão para gastar mais de vinte reais em um (pois é, UM) lápis 6B da Caran d’Ache, sendo que, no caso do aprendiz, ele ainda precisa resolver uma série de questões mais urgentes (como luz, sombra e proporções) e, no caso do hobbysta, a diferença pode não valer o investimento (a não ser que a pessoa tenha dinheiro o bastante para não sentir o peso no bolso, mas aí a conversa já é outra).

Materiais de qualidade profissional são difíceis de encontrar, pois a maioria é importada, então não é qualquer estabelecimento que os oferece; além disso, são muito caros. Desenhistas profissionais precisam recorrer a esses materiais por várias razões, uma delas é o desejo que se tem, depois de esgotar as possibilidades de um material mais simples, de explorar materiais com mais qualidade, mais cor, mais maciez… mais textura… Mas note que esses desenhistas, normalmente, fazem isso há anos, e aqueles problemas básicos de proporção, perspectiva, luz e sombra já foram superados, então eles já estão na fase de se dedicarem às texturas e às cores mais ricas, o que só podem conseguir com materiais mais nobres. Outro motivo que leva os desenhista profissionais a, invariavelmente, precisarem de materiais mais caros é a comercialização de originais. Quando você faz um desenho para vender, é preciso que esse desenho atenda a um padrão de qualidade. A pessoa que paga por um desenho quer, pelo menos, que ele dure, e um material mais simples não vai oferecer essa durabilidade (como eu disse, os papéis costumam amarelar e as cores costumam desaparecer com o tempo. Aliás, desconfie de anúncios de desenhos muito baratos, um bom trabalho exige anos de dedicação do desenhista e bons materiais, isso acaba afetando no preço).

Se você pretende comercializar seus desenhos, assegure-se de estar utilizando bons materiais, não seria justo com seu cliente se você fizesse de outra forma. Entretanto, nos tempos modernos nem tudo é assim tão rígido, pois se você comercializar seus trabalhos apenas em meio digital, o uso de materiais duráveis não será imprescindível, uma vez que é possível editar seu trabalho (caso as cores careçam de mais intensidade, por exemplo) e, no meio digital, não existe a possibilidade de o seu desenho mudar com o tempo.

Antes de terminar essa postagem, eu gostaria de aproveitar para mostrar alguns desenhos da época em que voltei a desenhar e que eu não tinha mais materiais de desenho em casa. Tudo o que eu tinha era um lápis 2B da Faber-Castell, desses que a gente usa para escrever, um cotoco de 6B da CIS, uma borracha comum e umas folhas de A4 Chamex 75g/m² (aqueles que a gente usa para impressão e que amassam à toa). Eu só tinha materiais baratos e de fácil acesso, mas eu não podia deixar a vontade de voltar a desenhar passar.  É isso que estou tentando incentivar aqui: não deixe de desenhar porque você não tem algum material. Improvise! A criatividade já vai começar logo no uso dos materiais, e não é exatamente esse o espírito da arte?

Os desenhos abaixo são dessa época de recomeço:

Salvador Dali - grafite 6B.jpg

Simone de Beauvoir - grafite 6B.jpg

Vênus de Milo - grafite 2B.jpg

Thiago (cubismo) - grafite 2B.jpg

Eu gosto de todos esses desenhos. Não são os meus melhores (não pelos materiais, mas porque eu tinha ficado muito tempo sem pegar em um lápis), apesar disso, fiquei satisfeita com eles e me senti confiante para ir retomando o desenho.

Um dos desenhos que mais gosto também foi feito com o mesmo papel ruim e lápis escolares que hoje minhas gatas mordem. É um retrato do Nelson Mandela, feito no A4 Chamex 75g/m² e com os lápis mordidos do caldeirãozinho que mostrei no início da postagem:

Nelson Mandela - lápis de cor.jpg

De todos os retratos que eu já fiz na vida esse é um dos que eu mais gosto, não apenas por ser de uma pessoa que dispensa comentários, mas pelo desenho mesmo. Achei que foi um dos melhores que já fiz, ficou com as proporções boas, com as cores bem realistas, com volume, expressão… gosto muito dele. E olha só: feito com o que eu tinha na hora! Não comprei nenhum material especial para fazê-lo. Acho que isso prova mais uma vez que é possível fazer um desenho do qual se orgulhe com muito pouco.

Espero, verdadeiramente, que essa postagem possa ter acendido em alguém aquela vontade de desenhar, independente dos materiais disponíveis. Aquela certeza de que o realmente importante é o seu desenho, a marca que você quer deixar no mundo, e não o que usou para criar essa marca.

Não esquece de comentar sobre suas experiências com materiais mais simples e, se tiver participado do desafio do material barato, aproveite para deixar o link do seu desenho!

Um abraço e até mais,

 

Nani