Projeto Ilustra (julho)

Chegamos a mais um final de mês, e como você sabe… é dia de mostrar o resultado do Projeto Ilustra! O tema desse mês era: receita ilustrada. Aproveitei o tema para tirar do papel uma ideia que eu estava para fazer há algum tempo.

Faz um bom tempo que eu vi uns quadrinhos com receitas de drinks para decorar a cozinha e achei uma ideia muito charmosa. Desde então decidi fazer algumas pinturas dessas para mim mesma, para usar como decoração.

Decidi que a primeira receita seria de caipirinha, porque é uma das poucas coisas que sei fazer e é uma bebida bonita, achei que daria um desenho bacana. Fiz o desenho em aquarela, pois ando querendo treinar o máximo possível dessa técnica. O resultado não me agradou muito… mas pelo menos a receita funciona 😉

receita de caipirinha - aquarela.jpg

Para esse desenho, usei papel Canson 224g/m² em tamanho A5, aquarelas em pastilhas Koh-I-Noor, caneta nanquim Staedtler (ponta 0,8) e caneta Posca dourada com ponta pincel.

Aquarela tem sido minha pedra no sapato. Tenho muito mais facilidade com técnicas secas. Eu nem dava muita importância para a aquarela há tempos atrás, pois eu achava um negócio aguado sem graça, sem força, sem vida. Mas depois percebi que, na verdade, eu que nunca tinha usado boas aquarelas. Com o material certo, percebi que a aquarela não é nada sem graça.

Agora estou obcecada por aquarela. Sim, porque agora que superei minha indiferença, preciso superar minha dificuldade. A vida toda trabalhei com grafite e lápis de cor, quando muito com tinta de tecido… e um pouco de tinta óleo; mas, via de regra, construí minhas bases sobre o material seco… e é com ele que me sinto confortável.

Mesmo materiais novos (como quando comecei a usar carvão e pastel) não me intimidam, desde que sejam secos. Mas com aquarela a conversa é bem outra. Quando comprei meu primeiro (e único, por enquanto) estojo de aquarela, eu não sabia nem por onde começar. Não sabia quais pinceis usar… como fazer as manchas… fiquei um bom tempo só estudando “teoricamente”, sem ousar pegar no estojo. Hoje já criei a coragem necessária para fazer meus testes e confesso que estava bastante empolgada com alguns desenhos que estava conseguindo fazer… as manchas estavam ficando bonitas… parecia que eu estava começando a pegar o jeito… mas minhas últimas pinturas não têm me agradado (isso inclui o Projeto Ilustra desse mês). Tenho percebido isso nas minhas últimas pinturas… e isso está me deixando frustrada. As manchas, em especial, têm me incomodado muito. Perceba que no fundo do desenho da caipirinha tem uns riscos de cor depositada. Isso aconteceu porque o papel enrugou muito enquanto eu pintava e formou uns bolsões de água colorida. Eu tentei dar um jeito… mas não funcionou. Isso tem acontecido em vários desenhos e estou começando a ficar chateada.  Acho que esse problema vou conseguir resolver comprando outro papel. O desenho abaixo, por exemplo, foi feito no ano passado (foi um dos primeiros que fiz), na época em que eu ainda tinha um medo infinito de pegar no estojo de aquarela. Apesar disso, ficou com as manchas muito mais bonitas. Thiago no cemitério - aquarela.jpg

A diferença entre esse desenho e o da caipirinha é que nesse eu usei papel Canson 300g/m², próprio para aquarela (da linha universitária mesmo), então ele não formou poças de tinta. Ando querendo testar aquele Montval, da Canson. Já li várias resenhas em que o pessoal fala muito bem dele.

Também pretendo comprar mais algumas cores de aquarela, pois acho que o estojo de 12 cores que tenho hoje pode até funcionar para quem já tem um tempo de estrada e entende mais os caprichos dessa técnica. Eu, que sou novinha nesse mundo ainda, sinto falta de alguns verdes e vermelhos mais naturais… mais alguns azuis e amarelos… uns marrons mais quentes e algo que se pareça com um rosa/salmão.

Penso que fora isso (além de continuar estudando e treinando, é claro) não posso fazer mais nada. Penso também que deve ser natural minha dificuldade com a aquarela, pois comecei a trilhar seus caminhos só no final do ano passado… enquanto grafite e lápis de cor me acompanham desde quando era criança. Acho que preciso parar de comparar as duas coisas… pois, a não ser que eu abandone completamente as técnicas secas (o que está fora de cogitação)… eu sempre terei mais tempo de grafite do que de aquarela.

Peço desculpas a quem veio aqui para ver uma receita de caipirinha e acabou recebendo uma boa dose de lamentações sobre o processo de aprendizado de uma nova técnica. Fato é que não fiquei contente com o resultado do Projeto Ilustra desse mês… mas a gente nem sempre acerta, né? E mês que vem tem mais um tema 😉

 

 

Um abraço e até mais,

 

 

Nani

 

 

 

 

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