Projeto Ilustra (junho)

Mais um final de mês, mais um desenho para o Projeto Ilustra!

Neste mês eu demorei para descobrir qual era o tema… descobri só na reta final, o que fez esse desafio juntar com outros compromissos de fim de semestre. Cheguei a pensar que não fosse dar para entregar no dia, mas depois eu lembrei que esse projeto é um desafio, e desafios não recebem esse nome porque são fáceis. Faz parte do desafio driblar dificuldades “internas” (relacionadas ao próprio desenho, como desenhar um elemento que não te deixe tão confortável) e “externas” (como gerenciar seu tempo para conseguir cumprir o desafio). Além disso, o erro foi meu. Como eu não consegui encontrar o tema nas redes sociais do pessoal do Projeto, eu deveria ter perguntado.

Enfim… aos 45 do segundo tempo, eu descobri que o tema deste mês era vídeo-game. Confesso que não me animei de primeira. Faz muito tempo que não jogo. Já até tentei jogar com meu irmão, com uns amigos… acho divertido na hora, mas não é algo que eu fique esperando para fazer. Vivo bem sem. (Muita gente deve estar me achando horrível agora, mas eu juro que sou gente boa! rs)

Apesar de não ser grande entusiasta dos vídeo-games hoje, eles fizeram parte da minha infância e lembro com muito carinho de momentos que passei com meu irmão, meu primo e o Super Nintendo. Houve mais vídeo-games na minha vida, mas eu sempre me lembro de ir na casa do meu primo e jogar Super Mário World, Top Gear, Super Metroid (eu tinha muito medo desse jogo, devia ser a música sinistra), Aladdin, Street Fighter, Mortal Kombat (esses dois últimos minha mãe não gostava que meu irmão e eu jogássemos, porque ela achava muito violento), entre outros. Lembro de assoprar embaixo das fitas para elas funcionarem… de sentar no chão ou arrastar o sofá, porque o fio do controle não era comprido o bastante… de que alguém sempre tropeçava nesses fios e mandava tudo para o chão… de todos reunidos para jogar e poder jogar apenas dois por vez (no mundo pré-internet que gente com quase trinta anos consegue se lembrar), de ser a única menina da sala… da minha tia fazendo pipoca para todo mundo e depois mandando todo mundo voltar pra casa porque já era tarde…

Então, ao invés de desenhar algo baseado em algum jogo, decidi retratar essa nostalgia pelo Super-Nintendo nesse desafio. Eu ia fazer um desenho mais realista em grafite, mas isso faria eu perder o prazo do desafio, então sacrifiquei a ideia inicial e fiz uma versão mais “engraçadinha” totalmente em caneta Stabilo Point 88, no meu caderno de rascunhos, (que é feito em papel Canson 90g/m² no tamanho A5). O resultado foi esse aqui:

 

super nintendo.jpg

No final, o tema que nem tinha me animado de início, fez com que eu recuperasse tantas memórias da minha infância! Fui dormir feliz no dia que fiz esse desenho 🙂

Até hoje eu acho que o Super Nintendo foi o melhor vídeo-game de todos os tempos.

Mas pensando bem… boa mesmo foi minha infância. Só posso agradecer a todos que fizeram parte dela 🙂

 

 

Você também tem um amor incondicional por algum vídeo-game? Conta nos comentários! Não deixe eu me perder sozinha nessa nostalgia toda 🙂

 

Até mais,

 

 

Nani

Minhas gatas em lápis de cor

Olá!

Faz poucos dias que eu finalizei um desenho de uma das minhas gatas, então decidi trazer o resultado aqui no Vinho Tinta. Quem segue o Twitter do Vinho Tinta já conhece essas lindonas (se você não segue, aproveita a deixa ;D).

Ultimamente tenho tentado diversificar nos materiais e nos desenhos, para sempre sair da minha zona de conforto. Quando ganhei os lápis aquareláveis da Koh-I-Noor (já falei um pouco sobre eles aqui) eu quis experimentar fazendo um desenho da minha gata. Na época eu só tinha uma, a Capitu.

Capitu, girassois e janela. Lápis aquarelável Koh-I-Noor.jpg

Esse aqui foi meu primeiro desenho com lápis aquareláveis sem aquarelar. Usei uma folha de papel Canson 90g/m² em tamanho A4, fiz o esboço com lápis grafite 2B da Faber-Castell e pintei, como já disse, com lápis de cor aquarelável Mondeluz, da Koh-I-Noor.

Note como as cores são fortes. Isso me deixou encantada na época, embora eu ainda não entendesse muito bem como proceder com esses lápis. Como eu estava habituada apenas a lápis escolares (mais duros), levei um tempo para conseguir dosar a força e minha “mão pesada” me fez quebrar a ponta do preto muitas vezes.

Eu tinha grandes expectativas sobre o branco, esperava que ele se sobrepusesse às outras cores (mas acho que um lápis de cor branco com essa capacidade é uma utopia), o que não aconteceu. Apesar de não ficar tão branco quanto eu tinha esperança, ele aparece bem, como você pode perceber nas partes mais iluminadas.

Tentei dar um toque surrealista no desenho com essa janela que não tem razão de ser. Ela está na frente do vaso de girassóis, e não tem como ela estar lá, pois ela deveria estar fixada na parede, mas não está fixada em lugar algum.

Terminei esse desenho bem decepcionada com a textura do lápis de cor no papel. Ficou meio “grosso” e embaçado, o que não dá para perceber pela foto, mas ao vivo eu achei o desenho meio opaco. Além disso, nesse desenho eu já comecei a perceber que as cores não se misturavam muito bem quando eu usava muitas camadas (hoje eu já superei essa decepção. A redenção do lápis aquarelável sem aquarelar veio com esse desenho aqui) .

Na época em que eu estava terminando  o desenho da Capitu, a Aurora, minha outra gata, apareceu na minha vida.

lápis de cor.jpg

Eu fiquei com um enorme peso na consciência por ter um desenho de uma das minhas gatas e não ter da outra. Sei que elas não se importam, mas meu coraçãozinho de mãe se sentia mal por parecer que eu gostava mais de uma do que da outra, porque só uma tinha ganhado um retrato. Eu não sosseguei enquanto não consegui desenhar a Aurora também.

Para esse desenho eu usei papel Canson 224g/m² em tamanho A4, lápis de cor Polychromos, da Faber-Castell, Coloursoft, da Derwent e Prismacolor, além da caneta gel branca uni-ball Signo, da Mitsubishi. Usei esse papel mais grosso, pois tinha a intenção de fazer com lápis aquarelável e aquarelar depois, mas no meio do caminho mudei de ideia e decidi fazer com lápis de cor permanente. Estou simplesmente apaixonada  por esses lápis, eles se misturam muito bem (menos os da Prismacolor, esses parecem ter uma textura mais oleosa que não se dá muito bem com os outros lápis na hora da fusão; em compensação, os da Prismacolor conseguem se sobrepor aos outros, o que pode ser uma vantagem) e têm as cores muito bonitas. Além disso, esses lápis são muito macios e têm alta resistência à luz.

Ando querendo desenhar mais animais e aproveitar mais minhas gatas como modelos também, então haverá mais postagens sobre elas por aqui. Estou pensando, inclusive, em contar um pouquinho da história delas, ao invés de apenas escrever sobre os desenhos, como fiz hoje. O que acha? Conta para mim lá nos comentários!

 

Até mais,

 

 

Nani

 

Lista de desafios (desafio 11): girafa rupestre e respeito ao material

Olá!

Hoje trago o resultado de mais um desafio daquela lista que você já conhece (caso esteja chegando agora no Vinho Tinta, pode entender melhor clicando aqui). Dessa vez o desenho sorteado foi uma girafa e o estilo foi o rupestre. Mais uma vez achei que o destino facilitou minha vida, pois o desenho e o estilo sorteados combinam.

Para tornar o exercício mais interessante, fiz uma pesquisa rápida de referências, olhei algumas figuras e tentei desenhar de memória, sem consultar nenhuma referência durante o desenho.

Já comentei que não gosto de efeito do lápis de cor aquarelável sem aquarelar, mas dessa vez resolvi usar a textura “pastosa” com pontinhos de cor que não se misturam a meu favor, para criar uma pedra interessante que serviria de “tela” para minha girafa.

O desenho foi feito no meu caderno de rascunhos, que tem folhas tamanho A5 de papel Canson 90g/m². Não utilizei lápis grafite para esboço nem borracha, foi tudo feito com os lápis de cor aquareláveis Mondeluz, da Koh-I-Noor (já falei deles aqui). O resultado foi esse:

girafa rupestre - lápis de cor Koh-i-noor.jpg

Sou apaixonada por esse tom de marrom avermelhado mais à esquerda, por isso usei na sombra da pedra e no desenho da girafa. Como eu já não estava usando referência (pelo menos não diretamente), também me permiti utilizar umas cores fortes e menos realistas, como esse amarelo que predomina no lado direito.

Você pode perceber, especialmente nas partes em que precisei sobrepor mais cores, como a textura dos lápis fica granulada. É desse efeito que não gosto. Mas como o acabamento desse desenho era mais rústico, achei que funcionou. É por isso que é tão importante não desistir de um material só porque teve uma experiência ruim. Às vezes a culpa não é do material, mas da nossa falta de conhecimento sobre ele. Às vezes esperamos um efeito, mas o material nos dá outro… e não devemos odiá-lo por isso, mas guardar essa experiência e aprender com ela. Não somos obrigados a gostar de todos os materiais, mas é importante conhecermos bem suas características; assim, saberemos como tirar o melhor de cada material em cada situação e ampliaremos nossas possibilidades 🙂

Esse foi o primeiro desenho que fiz com esses lápis sem aquarelar que gostei do resultado. No início eu queria que se comportassem como lápis de cor permanentes que viravam aquarela magicamente só quando eu molhasse. Eles não são assim, a mina deles é diferente da dos lápis permanentes e não adianta querer que se comportem como algo que não são. A questão é que isso não é ruim, não é um defeito dos lápis, é a característica deles. Se eu quiser degradês e sobreposições suaves, devo trocar de material, pois esse entrega uma textura granulada, que pode ser útil em outros momentos.

Eu já sabia da importância de conhecer e de respeitar cada material, mas esse desafio veio para me lembrar disso.

 

Um abraço e até mais 🙂

 

Nani